Construção de uma barreira pretende impedir novos acidentes ambientais na região de Jundiaí (SP).
Após a queimada que atingiu a Serra do Mursa em setembro do ano passado e destruiu mais de dois milhões de metros quadrados, em Várzea Paulista (SP), foi criado um projeto para formar novos brigadistas de incêndio que ajudem na preservação do local.
O trabalho pretende também construir um aceiro preventivo de até três quilômetros em volta da área que impeça que o fogo se alastre.
A presidente da Associação Caminho Verde, Maria Fernanda Marques, explica que após o incêndio, a instituição fez uma campanha para arrecadar dinheiro para o curso de brigadista e também pra comprar equipamentos.
Com isso, a ação faz parte de um curso de brigadistas oferecido a voluntários, ambientalistas e moradores próximos de Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista (SP).
“Vamos preparar essas pessoas para também não correrem riscos combatendo o fogo”, afirma a presidente.
A bombeira civil, Maria Aparecida Linhares, afirma que ajudou no combate ao incêndio no ano passado e decidiu fazer o curso.
“Nós estávamos por dez horas aqui tentando combater o fogo. Foi muito triste, após dez horas de combate intenso, sem água, sem comida, termos que descer e deixar a mata queimar”, lembra.
Segundo a Defesa Civil, a área queimada equivale a 280 campos de futebol, aproximadamente. Imagens aéreas mostram a destruição provocada pelo fogo. As chamas foram controladas depois de cinco dias.
Na época, o Ministério Público instaurou um inquérito civil para apurar o incêndio que atingiu a Serra do Mursa, em Várzea Paulista (SP) e nas cidades próximas.
Fonte: G1
